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Ludmila | DR
Ludmila | DR

Batekoo realiza este sábado a 1ª edição do seu festival de música 

Localizado na periferia leste da cidade de São Paulo, o estádio que abrigou a cerimônia de abertura da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, antigo Arena Corinthians, recebe neste sábado (10), a partir das 18h, a primeira edição do Batekoo Festival.

Proposto por e para a comunidade negra, afrodiaspórica e LGBTIA+ do Brasil, o evento trará shows das funkeiras Ludmilla e Deize Tigrona; a rapper Karol Conká; a banda baiana de pagodão ÀTTØØXXÁ; a Escola de Samba Vai-Vai, referência do carnaval paulistano; o grupo vocal de grande sucesso do final dos anos 1990 Fat Family; e Seu Osvaldo Pereira, de 88 anos, o primeiro DJ do Brasil.

Sob o lema “A gente não quer ser assistido, a gente quer se assistir”, a programação promete mais de 20 atrações em aproximadamente 16 horas. “Essa programação foi pensada para ser uma experiência ancestral tendo como referência as musicalidades periféricas que não necessariamente estão nos topos das paradas, mas que não saem da boca e das rádios de pessoas negras ao redor do país. Nossa curadoria vai para um lugar totalmente diferente dos milhares de festivais que aconteceram esse ano no Brasil, pensando na nossa comunidade como um todo e contemplando as mais diversas particularidades do que é ser negro hoje, resgatando história, identificação, afeto e, de novo, ancestralidade”, comenta Mauricio Sacramento, aka @freshprincedabahia, CEO, cofundador e diretor criativo da Batekoo.

Fundada em dezembro 2014, em Salvador, capital da Bahia, a Batekoo iniciou como projeto de festa e ganhou notoriedade como um manifesto do movimento negro e LGBTQIA+, tendo como foco jovens de periferia e de baixa renda. Hoje, atua como plataforma de entretenimento e empreendedorismo, sendo um polo de conexões entre juventudes urbanas. Fomenta a cena educacional com aulas gratuitas sobre music business por meio da Escola B, a cena de produção executiva e artística com o selo musical Batekoo Records, além do projeto ‘Sessions’, que tem trazido luz à artistas emergentes com produto audiovisual no YouTube e principais plataformas de streaming.

Presente em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Santos, os produtores já circularam pelo lineup de diferentes festivais nacionais e internacionais a fim de construir um radar cultural atento, com um olhar mais amplo sobre a produção artística negra. Pensando nisso, o festival quer contemplar diferentes linguagens para além da música, como intervenções artísticas de poesia, dança e outras performances.

A longo prazo, os organizadores pretendem tornar a iniciativa itinerante e fazê-la presente em diferentes locais. Outro desejo é tornar o festival uma celebração de culturas afrodiaspóricas a nível global, principalmente por serem uma das primeiras plataformas negras que buscam exportar a música afro-brasileira para o mundo. 

Os ingressos vendidos pela plataforma Shotgun variam entre 120 e 240 reais. Africanos e africanas que residem no Brasil podem se beneficiar da política de inclusão do Batekoo Festival e entrar gratuimente.

SERVIÇO
BATEKOO Festival 
Sábado, dia 10 de dezembro, a partir das 18h
Ingressos: de R$ 120 até R$ 240
Neo Química Arena, antigo Arena Corinthians Av. Miguel Ignácio Curi, 1270 – Artur Alvim, São Paulo 

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