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Violência, mulher

A violência em debate na Culturgest com Elsa Dorlin

Elsa Dorlin, filósofa francesa, professora na Universidade Toulouse Jean Jaurès, militante do feminismo interseccional e autora do livro La Matrice de la race (A Matriz da Raça, em português), vai estar na Culturgest, em Lisboa, no dia 12 de janeiro, às 18h30, para uma conferência sobre “Como pensar a violência e, também, o direito a dela se defender?”.

“A violência entra-nos pelas casas, através dos media, das redes sociais, das histórias dos conflitos que se agudizaram nos últimos anos. Esta convoca uma resposta visceral que, por vezes, anula possibilidades de a travar e pensar sobre o que estamos a viver quando vivemos uma situação limite. Violências mais estrondosas, como as da guerra que recentemente voltou a entrar no território europeu, mas que sempre habitou outros territórios, ou mais quotidianas, como a violência racial, religiosa, a que ocorre na intimidade, mas também a de políticas securitárias e as que temos lentamente exercido sobre o planeta”, lemos na descrição do evento divulgada pela Culturgest.

A acontecer no dia 12 de janeiro, às 18h30, com entrada gratuita, a conferência pretende refletir “a violência e, também, o direito a dela se defender”, com a filósofa Elsa Dorlin, autora também de Se défendre: une philosophie de la violence, Prémio Frantz Fanon 2018 (Associação de Filosofia das Caraíbas) e Prix de l’Ecrit Social 2019, um livro onde, da resistência das pessoas escravizadas, às artes marciais praticadas pelos sufragistas, da insurreição do guetto de Varsóvia aos Black Panthers, a questão do exercício à violência como direito a se defender é central.

Em A matriz da raça (2005), Dorlin investiga processos coloniais franceses – com enfoque nas violações no territórios ocupados -, o seu funcionamento nas epistemologias modernas e os efeitos fora da França metropolitana.

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