Filme de David Cronenberg com Welket Bungué já está disponível na Amazon

Welket Bungué | DR

Welket Bungué, ator, encenador e realizador de origem guineense, acaba de chegar à Amazon. Menos de duas semanas depois de Crimes of The Future, o novo filme de David Cronenberg, ter sido lançado nos cinemas, eis que a película já está disponível para compra ou aluguer na plataforma norte-americana.

Descrito como o retorno de Cronenberg às suas raízes, de horror corporal, Crimes of The Future é estrelado por Léa Seydoux, Kristen Stewart, Scott Speedman, Tanaya Beatty, Nadia Litz, Yorgos Karamichos, Yorgos Pirpassopoulos, Welket Bungue, Don McKellar, Lihi Kornowski e Viggo Mortensen, que anteriormente protagonizou os filmes de Cronenberg A History of Violence, Eastern Promises e A Dangerous Method.

O argumento conta a história da adaptação humana a um ambiente sintético, onde o corpo sofre novas transformações e mutações. Com o seu parceiro Caprice (Seydoux), Saul Tenser (Mortensen), um performer célebre, mostra publicamente a metamorfose dos seus órgãos numa atuação vanguardista. Timlin (Stewart), um investigador do National Organ Registry, rastreia obsessivamente os seus movimentos, quando um grupo misterioso é revelado. A missão é usar a notoriedade de Saul para lançar luz sobre a próxima fase da evolução humana.

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Mortensen disse anteriormente que esta “estranha história de filme noir” era algo que Cronenberg originalmente escreveu há muito tempo, e que foi recentemente tirado da prateleira e “refinado”. Na verdade, o filme quase chegou aos ecrãs (sob o título Painkillers) no início dos anos 2000, com Nicolas Cage como protagonista. Quando Cage desistiu, Ralph Fiennes assinou. Mas Cronenberg não conseguiu colocá-lo em produção. Crimes do Futuro, em português, marca a primeira vez que Cronenberg dirige um dos seus próprios roteiros originais desde eXistenz, em 1999.

O anúncio de Bungué iria participar da película surgiu em maio do ano passado e indicava que o thriller de ficção científica seria rodado entre agosto e setembro, maioritariamente em Atenas. Na altura, em exclusivo para a BANTUMEN, Welket disse estar entusiasmado para participar no projeto. “É uma concretização poder fazer parte deste filme. Acho que é uma oportunidade única e que poderá ter um impacto único na minha carreira”, disse-nos.

Welket Bungué nasceu na Guiné-Bissau em 1988, cresceu em Portugal, onde se licenciou em teatro, estudou também no Brasil e vive atualmente em Berlim. Tem mais de uma dezena de curtas-metragens enquanto realizador, e trabalha em representação há mais de uma década. 

Participou em filmes como “Joaquim”, do brasileiro Marcelo Gomes, “Cartas da guerra”, de Ivo Ferreira, e “Berlin Alexanderplatz”, do realizador alemão Burhan Qurbani, e que lhe valeu um prémio de representação em 2020 no Festival Internacional de Cinema de Estocolmo.

Recentemente, interpretou também a personagem Contra-almirante Lars, em A Viagem de Pedro, filme, escrito e dirigido por Laís Bodanzky, e que venceu o prémio de Melhor Filme, no Septimius Awards, em Amsterdão, premiação que procura descobrir novos talentos e apoiar produções consideradas visionárias. A 6 de junho, foi exibida pela primeira vez nos Estados Unidos, no Brooklyn Film Festival, em Nova Iorque, que qualifica produções para concorrer ao BAFTA, Oscar e Canadian Screen Awards.

Young Family já lançou “Morenas de Benguela”

Young Family | Morenas de Benguela

Depois de terem anunciado em primeira mão o lançamento do primeiro single coletivo e a mixtape para este ano, Young Family acaba de lançar “Morenas de Benguela” com o seu respetivo vídeo oficial. O som tem as vozes de A’Aires, Lil Mac, Okénio M, Deivly, Fábio Freitas, Lil Fox e Lil Boy.

“Morenas de Benguela” da Young Family é um trap que valoriza as mulheres angolanas, em particular as de Benguela, província localizada no sul do país.

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“O título diz tudo. A música é alusiva às ‘Morenas de Benguela’, mas toda a mulher deve sentir-se identificada porque, no final do dia, é para todo o mundo”, explicaram à BANTUMEN.

Segundo o grupo, o processo completo de gravação foi complicado na sua fase inicial. Pode parecer que não, mas o clipe foi gravado a distância ou de forma separada. Uma parte do grupo que se encontra fora de Luanda teve de adaptar o cenário para que se encaixasse com o cenário de Luanda, ou vice-versa, tudo para que não passasse a existir diferenças em alguma parte.

“A fase inicial foi a mais complicada, mas quando se começou todo o resto simplificou-se. Uns membros gravaram em Boston e outros em Luanda, e tentámos ajustar os cenários de modo a não haver disparidade nos respetivos takes. Foi um processo stressante mas que o produto final vale sempre a pena”, explicaram

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A música “Morenas de Benguela” é uma música criada por A’Aires e o clipe da música tem uma história escrita pela Young Family em colaboração com a label angolana So Much More.

A parte técnica do vídeo foi gravado em Luanda tem a mão de três nomes da nova escola de videomakers angolanos, HolyLy, a GBM Films e a Wyart Entertainment, que têm trabalhado com muitos artistas da mesma geração.

O clipe conta com a direção de Lil Mac, Lil Boy e do fotógrafo HolyLy, sendo que a produção musical foi feita por KFDOT.

As “conotações racistas” sobre o futebol africano, Daúto Faquirá

Daúto Faquirá | DR

Ainda nem a CAN tinha começado e já se falava dela na imprensa pelas piores razões. Há semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores, jogadores e ex-jogadores apelavam a um maior respeito, quer da imprensa, como das organizações internacionais (sobretudo europeias) pela maior competição africana de futebol.

Se nos clubes de peso ingleses ou franceses jogadores cruciais vêem ser-lhes impostas dificuldades para integrarem as suas respetivas seleções, por parte da imprensa o menosprezo pela CAN não é menor.

Neste domingo, 16, em Portugal, há um título em especial que reivindica a falta de noção, racismo e intencionalidades dúbias, que não são observadas em relação a uma Copa América ou Europeu. E, entre outros temas relativos à CAN, é precisamente sobre isso que falou-nos o treinador e comentador desportivo Daúto Faquirá. “Essas denominações, conotações que são dadas ao futebol africano, de futebol selvagem, são conotações racistas (…) são resquícios do colonialismo”, indica o mister à BANTUMEN.

Na entrevista, que aconteceu antes de a Guiné-Bissau realizar o seu segundo jogo na CAN [que perdeu 0-1 contra o Egipto], Daúto falou também sobre a exibição e expectativas dos djurtus, que cria uma sensação “de que vai ser difícil passar à próxima fase”.

O treinador indica ainda que, apesar de as equipas da Guiné e de Cabo Verde, não terem à frente grandes estrelas, no conjunto, pela forma como se têm defendido, há motivos de esperança para ambas.

Vê o vídeo completo da entrevista realizada via zoom, no player abaixo.

Phedilson disponibilizou o videoclipe da faixa “Real”

Phedilson partilhou com os seus segudores o seu mais recente single, “Real”, extraído do LP #Ave.

Com um dropping conciso, característico do rapper da “Ascensão Music”, Phedilson contou com a colaboração de Merson Clavius, em cima do instrumental idealizado por Mill1.

A captação e masterização esteve a cargo de Amiel Deep, pela produtora Atitude Records, situada na província do Huambo – Angola.

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A faixa “Real” mereceu um videoclipe e o mesmo foi gravado em diversas zonas da cidade do Huambo. O tratamento visual esteve à responsabilidade de Mr.Panzo pela Rolos Angola.

O single descreve uma relação bastante real entre um casal que em tempos vê-se rodeado por “haters” querendo descredibilizar e desestabilizar a sua relação.

Com uma vibe trap soul, a faixa “Real” é a número 9 na tracklist do LP #AVE, lançado em todas plataformas de streaming no dia 1 de novembro de 2021.

“Another Day of Life”: Uma perspectiva única animada do conflito angolano

Another Day of Life é um livro com base na experiência vida do jornalista e escritor polaco Ryszard Kapuściński, durante a guerra civil angolana, seguida da sua descolonização, e que, graças ao Platige Image Studio e ao director espanhol, Raul da la Fuente, tornou-se num filme que funde a animação com a História.

“A meu ver, é errado escrever sobre pessoas sem viver pelo menos um pouco daquilo pelo qual elas estão a passar”, escreveu Ryszard Kapuściński em Another Day of Life.

O livro levou o director espanhol Raul de la Fuente a seleccioná-lo como a base para o próximo filme e juntou-se à Platige Image, uma empresa de produção polonesa especializada em animação para começarem a desenvolver o projecto único, a nível de animação, para os cinemas espanhol e polaco.

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Nos meses que antecederam e após a partida oficial do Estado português, Angola foi atirada ao tumulto num conflito civil entre diferentes partes políticas para na luta pelo poder; o FNLA no norte, a UNITA no sul e oeste e o MPLA.

O jornalista Ryszard Kapuściński tinha viajado por toda a África Ocidental, dez anos antes e quando a agência de notícias polonesa lhe pediu para viajar para Angola em 1975, ele aproveitou a oportunidade. Os seus relatos de Luanda e das frentes de ataque entre os grupo armados mais tarde tornaram-se a substância do seu livro. Another Day of Life é de um modo geral considerado uma obra-prima da reportagem. O autor britânico Salman Rushdie, aquando do lançamento, disse: “A sua excepcional combinação de jornalismo e arte permite-nos estar muito próximos daquilo a que Kapuściński chama de inexpressiva imagem de guerra.”

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É impossível alguma vez compreender completamente a realidade de uma guerra através de relatos que recebemos nas noticias. Contudo, é muitas vezes impossível para os próprios repórteres seremos capazes de determinar uma visão ampla dos acontecimentos que vão surgindo. Kapuściński reconheceu a impossibilidade de transcender a sua perspectiva pessoal e como tal, usou-a como ferramenta para descrever como ele percebeu e experimentou o conflito. Como o próprio autor diz no romance: “O mundo contempla o grande espectáculo de combate e morte, que é difícil de imaginar, porque a imagem de guerra não é comunicável — não por uma caneta, ou voz, ou câmara.”

Em vez disso, temos as imagens dos montes de lixo que se acumulam em Luanda, uma vez que os homens do lixo abandonaram os seus postos; as suas descrições humorísticas das “orgias sexuais em massa” entre cães com pedigree que correm regularmente na relva do Palácio do Governo, uma vez que os seus proprietários portugueses tinham fugido do país; o mingau de tabaco encharcado, que foi um maço de cigarros no bolso, devido à quantidade de suor proveniente do stress de conduzir pelas áreas de combate.

Another Day of Life é tanto um estudo de caracter como uma reportagem política e embora não seja de grande volume, rapidamente enternece os leitores. Uma das personagens é Carlota, uma soldado de 20 anos que aparece apenas em algumas páginas, a sua morte súbita é um dos momentos mais trágicos num livro marcado pela sua pungência.

Foi o estilo simpático e humanista de escrever que atraiu o director Raul de la Fuente e que o fez planear a produção do seu filme baseado neste livro.

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O filme caracteriza-se pela fusão da animação com cenas da vida real, algo nunca antes visto em filmes espanhóis ou polacos. As sequências animadas, dirigidas por Damian Nenow recriam o poder das palavras de Kapuściński, enquanto as cenas da vida real têm testemunhos de alguns sobreviventes do conflito, 30 anos depois. Esta forma para dividir o passado e o presente foi uma decisão inteligente e cheia de nuances, solidária com a convicção de Kapuściński, de que é impossível ter uma noção geral da guerra. Pelo contrário, estas duas formas de contar a história, são nada mais do que duas perspectivas da guerra e o contraste entre a animação e a vida real realça as suas propriedades formais, tanto quanto as suas narrativas.

O filme é dado como solidário para com o original de Kapuściński e proporciona uma nova e única perspectiva sobre o conflito no país durante o processo de independência e o impacto permanente no país.

https://www.youtube.com/watch?v=GYD_yrnmCOc

Buraka Som Sistema anunciam fim da banda

A completar 10 anos de existência, a banda que mais internacionalizou o “Kuduro” revelou que depois da digressão do próximo ano se vão separar por tempo indeterminado.

O anúncio foi feito no Facebook após aquele que foi o derradeiro concerto deste ano em Lisboa, Portugal.

“Foram 10 anos de actividade permanente de onde saíram 2 EP”s, 3 álbuns, dezenas de singles e mais de 800 concertos por todo o mundo, em que criámos uma relação especial com todos os que nos acompanham, mas chegámos a um momento em que precisamos de parar, respirar e ter tempo para outros projectos”, confessa o conjunto.

Mesmo assim, o grupo recusa-se a chamar a esta paragem um ponto final na banda. “Queremos chamar a isto uma paragem por tempo indeterminado”.

PM, Nilton Aniceto e Hezbollah no tema “Xperanssa”

Xperanssa é um tema inédito da autoria do rapper PM, actualmente remisturado para impulsioná-lo junto do público. O vídeo surge com a mesma intenção pois, a música eleva uma mensagem de emergência actual, necessidade de mais unidade.

Xperanssa tem como foco a comunidade africana migrada em Portugal mas, não descora da vontade generalista que caminha com a filosofia artística do rapper.

Este vídeo clip tem a participação especial de “Bonga” e do actor “Miguel Sermão” e foi produzido pela Lirical Record Filmes.

Nicki Minaj “Twerka” para Robin Thicke no vídeo de “Back Together”

Robin Thicke lançou o seu video oficial para a musica de infusão-disco “Back Together”, tendo Nicki Minaj a ajudar neste regresso. O vídeo vê “Blurred Lines” ser cantarolado e hospedando uma festa num apartamento de solteiro, cercado de mulheres bonitas. Por volta dos dois minutos Nicki Minaj entra no vídeo usando uma saia com estampa leopardo e um top bustier floral, enquanto nos dá o seu estilo de rap nos seus versos. Após o Twerk na cara de Rob, este faz o seu movimento, mas ela rejeita-o, acenando o seu dedo á distância.

Samsung Galaxy S6 edge+

O novo Galaxy S6 edge+ em pouco se distingue do novo Galaxy Note 5. A grande diferença prende-se com ecrã, este de 5,7 polegadas, com as laterais arredondadas, tal como o Galaxy S6 Edge. Além do mais, este também não traz a SPen comum dos Galaxy Note.

O Galaxy S6 edge+ vem com um processador Exynos 7420 com 4 GB de RAM e com duas versões disponíveis de 32 GB ou 64 GB de armazenamento interno. A câmara traseira é de 16 MP e a frontal de 5 MP.
O design em pouco se distingue do Galaxy S6 edge, à excepção do seu tamanho geral. O novo edge da Samsung ganhou finalmente mais funcionalidades na borda curva que tantos utilizadores exigiram.

Os novos Samsung hoje apresentados dispõem de um carregamento sem fios ultra-rápido que dará ainda mais liberdade aos seus utilizadores.

O Samsung Galaxy S6 edge+ estará disponível em preto e dourado nos Estados Unidos já a partir do dia 21 de Agosto ao lado do Note 5. Em Angola, ainda não se sabe se mesmos modelos chegarão já em Setembro.