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Kark Sumba está a preparar o seu concerto intimista para o mês de Julho
Kark Sumba está a preparar o seu concerto intimista para o mês de Julho

Kark Sumba, quando o gospel sai da igreja para aproximar-se das pessoas

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Angola tem uma forte cultura religiosa, com mais de 41% da população de confissão católica romana e 38% protestante, de acordo com os dados do último recenseamento. Depois da religião, a música desempenha um importante elo unificador junto da população em geral, portanto raras são as vezes em que uma e outra não estão interligadas.

A importância dada à religião ainda é bastante central na vida familiar, pelo que poucos são os artistas que dão os primeiros passos musicais fora do coro da igreja ou cultos. Essa é também a história de Kark Sumba, que não só começou a cantar durante as suas atividades religiosas como acabou por manter a ligação, ao dedicar-se ao Gospel.

Kark é filho de pais pastores e a música foi a melhor via que encontrou para fortalecer a sua fé. “Cresci a observar a minha mãe e irmãos a dirigirem o coro da igreja e a cantarem. Então percebi que estava no ADN da família, porque o mesmo processo ocorreu comigo, cantando e sendo regente de coro. Sou extremamente apaixonado pela música, sinto que eu e a música somos um só”, exprimiu.

Aos 14 anos formou um trio com os primos. “Sou, graças a Deus, um exímio compositor. Meu primo mais velho havia-me dito na altura que eu era bom compositor. De lá para cá, já compus centenas de músicas. Umas abandonadas, ultrapassadas e esquecidas com o tempo”, disse-nos Kark.

Atualmente, as suas influências bebem sobretudo da música gospel de Dodó, artista conterrâneo que o fez descobrir e sentir a sua verdadeira musicalidade. “Foi o kota Dodó Miranda [quem mais inspirou-me]. Depois dele, senti nas minhas entranhas que aquela era a minha música e não queria fazer mais outra coisa. Atualmente é que já me permito cantar outras coisas”, realçou.

Depois de vários singles lançados, como “Imperfeito”, “Ainda Que”, “Tu me amas” ou “Calm Down”, Karl está agora a dar o grande passo para o lançamento do primeiro álbum de originais ainda este ano. Com o título Play, o projeto está concluído a 80% e vai surpreender quem espera apenas um álbum de Gospel.

Play porque trarei várias facetas dentro do disco, da Soul Music ao Blues, passando pelo Jazz. Play responde a todas as questões. Se alguém perguntar: ‘cantas o quê?’ [vou responder] Play. O que o álbum traz? Play. Aperte no botão apenas e ouça. Play“, explicou.

Entretanto, o cantor está também a preparar a segunda edição do Gospel Music Lounge, a acontecer no dia 3 de julho, no espaço Guilty’s em Luanda, no distrito da Maianga.

Kark Sumba disse que está a preparar uma “irreverência musical”, dotada de um conceito “divertido, maduro e descontraído, acompanhado de música de adoração a Deus”.

O concerto vai “trazer Deus nas canções de maneira profunda e abençoada. E mostrar a diversidade do gospel às pessoas, porque uma maioria tem uma noção deturpada daquilo que é a música gospel. Por isso vamos atuar nos restaurantes para que outras pessoas possam perceber a riqueza que existe no gospel e que nem tudo é música de óbito dentro da nossa comunidade”, esclareceu.

No alinhamento, as sonoridades vão transitar entre o Blues, Smooth Jazz, NeoSoul, Funk, Hip-Hop, entre outras. O evento vai contar com o apoio do técnico de som Celson Peres, que segundo Kark “faz um som que é uma coisa doida, faz o som parecer que está mesmo a vir dos céus”. A produção será de Gu-Meio Tom.

Além de Kark, o público poderá ainda ver e ouvir Solange De Nery, Tonny Asafe e Emily Carlos. Os ingressos estão em pré-venda pelo valor de cinco mil kwanzas até ao dia 27 de junho, passando a custar oito 8 mil kwanzas a partir dessa data.

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