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“Nada A Provar”, a consistência e as novas influências Sandocan

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“Nada a Provar” de Sandocan é o mais recente single do rapper angolano, que vem acompanhado de videoclipe. A música tem a participação de Nerú Americano e de Braúlio ZP, contando com a produção de instrumental de Narvaza.

Neste “Nada a Provar”, Sandocan assume-se como um “cavalo antigo no capim novo” e faz uma recapitulação do percurso que já fez na estrada da música, utilizando várias referências para dar sustentabilidade, sublinha que “antiguidade é um posto” e nada mais tem a provar.

Com as vozes de dois ndengues da nova escola, Braúlio Zp e Nerú Americano, a música ganhou vida com alguns back vocals e refrão, respetivamente.

Sobre trabalhar com os dois rapazes, Sandocan disse que tudo surgiiu organicamente. “Quando ouvi o beat tinha uma ideia para o refrão mas quis pôr aquele extrato da música dos Caixa Baixa e tinha em mente o Nerú. Quando ele foi ao estúdio, apareceu com o Braúlio Zp e foi uma cena bem expontânea e o Zp pediu autorização para mudar algumas coisas e eu deixei-o à vontade”, explicou.

“Quando tu estás a lidar com os mais jovens é importante entrares em estúdio com a alma livre. Vai sem expectativas e deixa eles mesmo levarem a música até um certo ponto, porque isso é importante e, aliás, a definição de participação é mesmo essa”, acrescentou.

Ao ouvir “Nada A Provar”, além de notarmos a presença do famoso refrão da música “Tchiriri”, do grupo de kuduro os Caixa Baixa, também pode-se ouvir um Sandocan mais “moderno” e prontamente disposto a abraçar a musicalidade atual.

Com uma base angolana com a influência do kuduro, a música carrega ainda um instrumental que transpira uma sonoridade drill.

O rapper deixou claro que as suas próximas músicas terão um equilíbrio das suas vivências quando tinha 20 anos e agora com 40 anos. “Eu acho que sou um pouco dos dois e tento me enquadrar da melhor forma possível, porque não consigo ignorar o facto de ter 40 anos e, ao mesmo tempo, não posso expor apenas isso na minha música porque aí estaria a pôr uma barreira. Então, tento equilibrar a cena de forma a que, musicalmente, me dispa do facto de ter 40 anos e passe a fazer com que o ouvinte [mais novo] se identifique com a música”, refletiu.

“As pessoas pouco querem saber se tenho 40 anos ou não, o discurso e conforme me entrego na música é que vai definir as coisas. Então é uma faca de dois gumes porque um lado fica mais retraído por me ver abordar certos assuntos. Sabe-se que o rap é uma música de jovens e tenho de dar carinho aos novos ouvintes, porque são esses que ainda têm a paciência de ir a um show; as pessoas da minha faixa-etária que ouvem rap, ouvem mais rap no carro e já não gastam tanto tempo ou dinheiro para ir assistir um San, só se for para um show específico”, rebateu.

Sandocan Valentim comentou ainda uma afirmação de OG Vuino, feita numa entrevista à BANTUMEN, em que o “Kalibrado” diz que o “kuduro é o rap de Angola“. “Não podemos ignorar o facto que, se tivermos de avançar de forma internacional com o nosso próprio som, com a nossa forma de ser em termos musicais, acho que sem sombra de dúvidas, podemos considerar o kuduro como a música principal que poderá levar os angolanos ao mundo. Acho que faz sentido porque o kuduro não foge muito [do rap], porque se tu vires a cadência do kuduro pode-se aplicar no drill. O flow do kuduro no drill cai muito bem”, explicou.

Embora Sandocan tenha diminuído o fluxo de lançamentos nos últimos anos, o rapper não “parou de estar na correria”, com presença em vários shows e outras apresentações públicas.

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