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Mamadou Ba
Mamadou Ba | 📷: FranciscoGomes

Mamadou Ba distinguido no Front Line Defenders Awards

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Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo, é um dos Defensores dos direitos humanos de seis países nomeados como vencedores do Prémio Front Line Defenders 2021.

O prémio visa destacar ativistas Defensores dos Direitos Humanos (DDHs), que trabalham em questões como justiça racial, direito à habitação, direitos das minorias, proteção e defesa do meio ambiente e da Terra, autodeterminação e direitos das pessoas com deficiência. Em cada caso, os DDHs enfrentaram várias formas de assédio, intimidação e ameaças, alguns enfrentando violência, detenções e acusações judiciais.

“O SOS RACISMO considera que esta distinção vem reforçar a importância do trabalho anti-racista e da luta por uma sociedade mais justa e igualitária em todo o mundo e sublinha a importância de ativistas como o Mamadou Ba que dedicam a sua vida a esta causa em Portugal e em articulação com organizações internacionais”, lemos no comunicado de imprensa enviado às redações.

Em comunicado, a Front Line Defenders, organização irlandesa com duas décadas de existência, justifica a distinção com a dedicação de Mamadou Ba à luta antirracista.

Alvo de ataques atribuídos à extrema-direita e ao movimento neonazi, Mamadou Ba recebeu, no início de 2020, uma carta com uma ameaça de morte e uma bala.

Em fevereiro deste ano, uma petição pedia a sua expulsão de Portugal e, desde junho, a sede do SOS Racismo, em Lisboa, já foi vandalizada duas vezes com cruzes suásticas e insultos racistas.

A distinção “aumenta visibilidade da causa” e “significa que a luta antirracista em Portugal não está isolada e encontra eco fora de portas”, destacou Mamadou Ba, em resposta a uma pergunta da Lusa, na conferência de imprensa ‘online’ realizada esta tarde para apresentar os premiados deste ano.

Além de Mamadou Ba, outros cinco defensores dos direitos humanos foram distinguidos: a brasileira Camila Moradia, que presta assistência a mulheres nas favelas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro; Aleh Hrableuski e Siarhei Drazdouski, por defenderem as pessoas com deficiência na Bielorrússia; Aminata FabbaChair, que luta pelo direito à terra na Serra Leoa; Sami e Sameeha Huraini, que escoltam crianças para a escola, tentando protegê-las dos ataques israelitas na Cisjordânia, Palestina; e a organização ambiental Mother Nature (Camboja).

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