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Bluay
Bluay | 📷: BANTUMEN

“Quero que olhem para mim como músico e não como um músico que tem um problema de visão”, Bluay

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Em setembro, Bluay lançou o seu primeiro single, “Pelos Dois”, uma canção intimista e emotiva, acompanhada pelos acordes da viola acústica de Pedro Mourato. “Pelos Dois” foi escrita pelo próprio Bluay e foi a primeira música lançada do artista pela Universal Music.

Antes disso, Bluay tinha sido premiado nos Prémios Play, na categoria Vodafone Canção do Ano pela sua participação no single “Louco”, de Piruka, que neste momento conta com mais de 16 milhões de visualizações no YouTube e já conquistou a marca de tripla platina. Apesar do feito, a fome de Bluay continua por saciar.

Eram 11 da manhã dos primeiros dias de novembro e tínhamos encontro marcado com José Carlos Tavares, mais conhecido como Bluay. Numa varanda informal, no extremo sudoeste de Lisboa, mais concretamente em Moscavide, estivemos à conversa com o artista sobre vários coisas, mas sobretudo de música.

“Se eu soubesse o que sei hoje, talvez tivesse esperado mais um bocado para lançar, mas não posso dizer que foi cedo porque deu certo. É difícil chegar e manter lá. Essa música deu uma volta de 360 graus na minha vida, e apesar da premiação a fome não ficou saciada. Por isso que luto. Quero dois, quero três prémios (risos)” explicou-nos aquando da pergunta sobre a premiação nos PLAY.

Ao olhar para trás, Bluay vê que cresceu com a música. “Tendo em conta que o tempo passa, eu amadureci”. A música que fazia antes, como o mesmo explicou, era mais jovem. Hoje, já sente-se naturalmente mais maduro e com mais conteúdo. E que tudo o que fez, foi devido à música. Cresceu com ela e tornou-se adulto com ela. Contudo, ainda é só o início e a jornada tem sido boa.

“Quero que as pessoas ou a indústria olhem para mim como músico e não como um músico que tem um problema de visão. Mas até certo ponto o que eu tenho ajudou. Bué gente inspira-se na minha história e na luta. É nesse sentido mas ao mesmo tempo não foi uma cena fulcral para ter evoluído”.

Hoje, faz música de forma diferente. A base da sua composição é diferente. Descobriu que musica é arte e para Bluay “arte é conseguires transmitir um sentimento. A base é o feeling, é eu ouvir um instrumental e viajar, sentir e fazer algo mágico, algo teu”.

Antes do lançamento, sentou-se para pensar e tomou uma decisão: voltar às suas origens e cantar o que sente verdadeiramente e com quem sente o mesmo. Foi um processo criativo que demorou mais ou menos um ano e que vai resultar num EP, ainda sem data de lançamento. “Isso foi só para aquecer, porque agora é que vem a brincadeira a sério”, concluiu Bluay.

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