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“Veracidade” de Genes é tudo menos rap

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Em casa, o rap não falta, a irmã mais nova é totalmente apaixonada por hip hop, e Genes costumava ironizar tudo o que ela ouvia e imitava-a fazendo os estereótipos das músicas como os vídeos de ostentação.

Primo do cantor Alex D’Alva, com uma personalidade muito diferente Genes confirma que o seu primo é mais consciente, tem mais atenção no seu discurso e maneira de falar, “enquanto que eu não, já levei raspanetes por isso”. Alex é um primo que adora, é das suas maiores influências na música e quem mais o motiva.

Mas, um amigo mostrou-lhe em tons de brincadeira um beat e a partir daí sentiu algo que o fez gravar duas demos. Em 2015 gravou a primeira, na altura em que usava uns auriculares e um gravador com uma má qualidade, por cima do beat “Fuck Up Some Commas”, de Future, que foi publicado no YouTube, e deixou-o sem reação, uma vez que foi bem aceite pelo público.

Genes EP

Admite que nunca ouviu um disco de rap voluntariamente, a maioria dos rappers têm influências de outros rappers, e Genes sempre ouviu música punk como “Bloody Valentine”, Pixies, ente outros, mesmo que nunca tivesse sido bem compreendido pelos seus amigos.

No início, pedia bilhetes ao Alex para ir aos concertos onde ele ia tocar. “Quero muito ganhar o respeito do Alex no que toca à minha música, tenho muito orgulho nele, está nos genes fazer música, é algo constante que fui fazendo sem pensar muito nas consequências ou se alguém ia gostar ou não, sem muitas expectativas.”

Genes não gosta de ser chamado de rapper e define a sua música como “Rat Rap”, “porque o rato é um mamífero inteligente mas desprezível, que se esconde nas camadas da sociedade, e a minha música é basicamente assim.”

No seu repertório já conta com dois EP’s e um álbum, e entretanto vai lançar agora outro EP, o Veracidade.

A capa de Veracidade foi tirada no concerto dos “Sunflowers”, no ano passado. “ Foi dos concertos mais loucos que já vi, a capa é suposto ser mais “crua” e explosiva, quero que as pessoas se empurrem e quero puxar por elas tanto na capa como nos concertos”.

São cinco músicas com uma de bónus, gravadas entre Janeiro e Maio deste ano, todas as canções foram escritas em duas horas e gravadas no mesmo dia.

É um EP com músicas a puxar pela ironia mas muito reais. O tema central é o facto de ter estado muito tempo na desbunda. Deixou de falar com as pessoas durante um tempo, sentia-se menosprezado e que não lhe davam devido valor. O álbum fala dessa realidade. É um EP de festa, para ouvir com o volume no máximo, a fazer moches e a saltar nos concertos enquanto se ouve.

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