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Toty Sa'Med, Kalaf Epalanga e Paul Seiji | ©BANTUMEN
Toty Sa'Med, Kalaf Epalanga e Paul Seiji | ©BANTUMEN

“Moxi” de Toty Sa’Med lançado e celebrado entre amigos

Moxi está finalmente à solta nas plataformas de streaming. Este álbum de estreia de Toty Sa’Med – que em kimbundu significa número um ou primeiro -, vem com nove faixas e o selo da Kiôlo, que também assina Nayela e Dino D’Santiago.

A BANTUMEN tem acompanhado este projeto do cantor, multi-instrumentalista e produtor angolano desde o lançamento do primeiro single promocional “Antes e Depois”, e tivemos a oportunidade de conversar com o artista sobre o projeto, no terceiro episódio da quinta temporada do BANTUMENPodcasts (que podes ouvir aqui).

Moxi é um álbum sonoramente contemporâneo, que serve-se da música popular angolana, numa versão mais cosmopolita e trabalhada para convergir também com um novo público, português, em particular, e europeu, no geral. Uma audiência que tem acompanhado o trabalho de Toty desde que este subiu ao palco do Festival Cool Jazz, em Lisboa, em 2018, e passou a contribuir para as obras de Dino D’Santiago.

O álbum de estreia de Toty Sa’Med pode ser explicado de duas formas. Uma mais próxima de quem conhece e acompanha a música popular angolana, onde descrevemos o autor de “Maldita” como uma versão moderna que incorpora Carlitos Viera Dias, Teta Lando e Ruca Van Dúnem num único projeto. E a outra, é fazendo a ligação entre o púbico que desfila sobre a sonoridade desta “nova Lisboa criola” – que existe há mais de 20 anos, apadrinhada pelo hit “Yolanda”, dos Irmãos Verdade -, e os que apenas agora mergulham sobre a música contemporânea feita por africanos e seus descendentes com um olhar comparativo em relação às produções norte-americanas, que juntam o soul digital e R&B, e o afropop.

Moxi, que teve Kalaf Epalanga e o britânico Paul Seiji a assinar a produção executiva, é composto por nove faixas musicais sem qualquer colaboração vocal mas com várias contribuições nas composições. São elas Kalaf, Nayela, Nosa Apollo, Paul Dolby, Jorge Almeida, Mia Couto, Nástio Mosquito, Sara Tavares, José Eduardo Agualusa e o próprio Toty, que assina as composições como Erickson Medeiros.

A produção sonora passa pela tradicional kizomba, Semba e uma pitada do Kuduro progressivo, bem ao estilo dos Buraka Som Sistema, com o carimbo de Toty, Nosa, Seiji, e Stephen Hussey.

O álbum chegou às plataformas de streaming na madrugada desta sexta-feira, 21, tendo sido destacado com o single “Mirmã” na Playlist New Music Friday Portugal, que reúne mais de 59 mil seguidores.

Horas antes da estreia digital, os líderes da Kiôlo, Kalaf e Seij, juntaram-se a Toty no Palácio do Chiado, no centro de Lisboa, na presença de amigos e imprensa para uma conversa sobre o álbum, com a moderação de Ana Rita d’Almeida, uma das novas caras do BANTUMENPodcast.

Apresentação aconteceu numa sessão privada, com Gilmário Vemba, Djodje, Kady, Dino D’Santiago, Pedro Batida, Indira Mateta, Rui Miguel Abreu e vários outros nomes ligados à indústria musical portuguesa, que quiseram celebrar e apoiar esta nova etapa de Toty.

Para dia 27 de outubro está também marcada a primeira apresentação ao vivo de Moxi, na casa noturna Lux Frágil, em Lisboa.

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