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Nayela: ” Amadurecer ajuda a mandar lixar a opinião alheia”

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Este dia 27 de julho é uma sexta-feira farta no que toca a lançamentos de música. Nayela entra na lista com “469”, um groove zouk com tempero de afropop e um adoço do tarraxo. Com a produção de Nosa Apollo e a co-produção da própria artista e de Toty Sa’Med, a música foi disponibilizada juntamente com videoclipe.

Há muito que Nayela percorre grandes palcos portugueses, e não só, como backing vocal de Dino D’Santiago e chegou agora a vez de brilhar a solo. “É uma sensação muito gratificante, porque estava aí com o Dino, a colher experiências e o Dino estava sempre a dizer, a próxima és tu”, disse-nos em entrevista nesta quinta-feira, 28.

Além do seu talento desmedido, como produtora, instrumentista e compositora, a carreira de Nayela tem tido o apoio de homens de peso dentro da música lusófona, como Dino, Kalaf Epalanga e Toty Sa’Med, entre outros. A artista referiu que é mais do que positivo ter esse empurrão “de pessoas negras com ideias e projetos, inseridas no mercado e que estão a marcar a sua presença de forma impactante”.

Questionada sobre como observa essa influência masculina, Nayela é peremptória: “os homens negros têm também de fazer a ponte para as mulheres negras”, para que num futuro próximo “tenhamos também equipas de manas, de mulheres negras”, sublinhou.

Neste novo “469”, a cantora e produtora “canta a sua sensualidade e exalta as mulheres que não têm medo de dar o primeiro passo ou de assumir o papel principal numa relação”, lemos no comunicado de imprensa do lançamento da música. Um forma de ser e estar que exala empoderamento e parece estar bem vincado na forma como a sua carreira se tem desenrolado. Já no início de agosto, Nayela vai subir ao palco do Sol da Caparica (Portugal), a convite de Kady. Esse concerto tem um alinhamento exclusivamente feminino e que marca uma muralha de união e resistência entre mulheres negras.

Apesar de a música não ter sido criada com esse propósito, o timing do seu lançamento “é perfeito” porque vai poder levá-la até ao palco do festival da Costa da Caparica, onde vai levar a guitarra e fazer as coisas de que mais gosta, como nos confirmou durante a chamada via Zoom.

A versatilidade da artista, mas sobretudo a liberdade com que se permite ser e mostrar de si o que lhe apetecer, levou-nos a questioná-la sobre os comentários menos abonatórios que eventualmente recebe. A resposta foi direta: “Definitivamente, crescer e amadurecer ajuda a mandar lixar a opinião alheia mas é tudo uma construção. Chega a um ponto na tua vida em que só te tens a ti e se não acreditas em ti é complicado”.

E é nessa leveza e transparência consigo própria que Nayela compões “469”, “uma canção para ser sentida em movimentos lentos. Uma dança a dois, um flirt que acontece pelas mãos e os pés daqueles que se encontram e dançam juntos pela primeira vez”.

Nos seus próximos movimentos, inscreve-se o lançamento de um álbum, cuja tracklist vai ser difícil de alinhar. “Tenho muitas, muitas, músicas, tenho que escolher”, diz-nos entre um riso nervoso que coloca a tónica na complexidade do que a espera.

A sublinhar que, além do Sol da Caparica, no dia 13 de agosto, vai estar já no dia 11 no Sons em Palco no Selina, em Lisboa, e em setembro subirá ao palco do Festival Iminente que terá lugar na Matinha nos dias 23, 24 e 25 de Setembro.

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