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Breezy Trap King

“Organized Chaos”, o EP de estreia a solo de Breezy Trap King

Breezy Trap King é um rapper angolano a residir no Reino Unido, que juntamente com Seaan Tiller, é responsável pela label Another Level Squad.

O rapper fez chegar esta segunda-feira, 17, às plataformas de streaming o seu primeiro trabalho a solo Organized Chaos, em formato extended play (EP). Com sete faixas, o projeto conta com as participações de Yungsoul, Seaan, Shuppley e Emma Pire.

Neste primeiro trabalho a solo, Breezy mostrou todas as barras que tinha soltas na ponta da língua e explicou-nos em ritmo e poesia como organizou o caos que ficou a sua vida após o passamento fisico da mãe.

Cantado em inglês e português, Organized Chaos representa as dificuldades que enfrenta um jovem estudante de Engenharia que ama a cultura hip-hop e que, apesar de fazer rap há algum tempo, apenas aos 27 anos conseguiu lançar o seu primeiro trabalho a solo.

Um trabalho descrito pelo próprio como “mecanismo de enfrentamento, aceitação e amor, que observa perspetivas de diferentes ângulos”.

Breezy espera que o trabalho seja bem recebido pelo público e está confiante que melhores tempos virão nesta sua jornada na indústria da música.

Apesar de ser um artista de mente aberta, Breezy é bastante reservado e vive divido entre Angola, onde nasceu, Portugal, onde cresceu dos quatro aos 17 anos, e Reino Unido onde vive há quase dez anos e se construiu enquanto jovem adulto.

Como rapper angolano, acredito que o histórico de casos de sucesso de rapper angolano que viveram boa parte das suas vidas fora de angola conquistaram mais facilmente o publico angolano.

Nos últimos dez anos, dentro do mercado português, os caso de sucesso de rappers nascidos em Angola são escassos. Aliás, não lembro de nenhum caso de sucesso.

Quanto ao mercado britânico, esse tem respaldado cada mais a nível global e a concorrência é enorme, seja pelos nativos ou pela imensidão de imigrantes de origem anglófana que residem na capital ou nas principais cidades da ilha britânica.

A Krew Another Level Squad tem crescido bem a recrutar novos rappers e artistas. Mas como jornalista, que lida com o mundo urbano lusófono há vários ano, posso ver que a motivação e fome da label não está espelha nos números de lançamentos nem nas estratégias de marketing dos mesmos lançamentos.

Seaan Tiller acaba por ser o mais regular, em termos de lançamentos mais ficou cerca de três anos a preparar o seu álbum de estreia N.P.F.M (Nobody Pray For Me), que saiu no início deste ano.

Breezy Trap King faz chegar agora o EP Organized Chaos, com 19 minutos de faixas que, na minha visão, deveriam ter sido disponibilizadas separadamente. Seria o mais justo e prático para dar a conhecer a sua arte a um público que ainda não o reconhece ou não ouviu o seu primeiro projeto solo.

Esperemos que esta falta de conhecimento do mercado musical, que está extremamente saturado e cada vez mais elitista – onde as majors continuam a reinar e a ditar quem deve estar nos tops – não seja uma desmotivação para Breezy.

Pode ser que o artista venha a ter uma carreira ao estilo do guarda redes senegalês Édouard Mendy, que aos 22 anos inscreveu-se no desemprego, perdendo a esperança no mundo do futebol, e hoje é o principal guardião das redes do Chelsea, campeão do Mundial de Clubes da FIFA e da Liga dos Campeões da UEFA.

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