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Desmond Tutu | ©REUTERS/Mike Hutchings
Desmond Tutu | ©REUTERS/Mike Hutchings

Quem foi Desmond Tutu?

Nobel da Paz em 1984, uma das figuras centrais do movimento contra o Apartheid, na África do Sul, e primeiro Arcebispo negro da Cidade do Cabo, Desmond Tutu faleceu neste domingo, 26.

Nascido em 1931, Tutu era filho de um professor e de uma cozinheira. Sonhava em ser médico mas a falta de recursos financeiros não lhe permitiu seguir esse caminho.

Nobel da Paz em 1984 e figura central do movimento contra o Apartheid, na África do Sul, tal como Nelson Mandela, Desmond Tutu, iniciou vários protestes contra o governo do seu país pelo fim da segregação racial.

Na década de 1950, renunciou ao cargo de professor em protesto contra as restrições do governo na educação para crianças negras, a Lei de Educação Bantu. Em 1955, casou-se com Nomalizo Leah Shenxane, uma professora que conheceu durante a época em que andava na escola, e tiveram quatro filhos.

Depois de passar os anos ’60 e ’70 entre Inglaterra e África do Sul, em 1975, foi nomeado Deão da Catedral de Santa Maria em Joanesburgo e usou o cargo de imediato para fazer declarações políticas.

Em 1994, aquando das primeiras eleições multirraciais da África do Sul, foi nomeadoPresidente da Comissão da Verdade e Reconciliação, por Mandela, o primeiro presidente negro do país.

Na sua agenda de trabalho, tinha em destaque criar “uma sociedade democrática e justa sem divisões raciais”, e estabeleceu exigências com esse foco, incluindo direitos civis iguais para todos, um sistema comum de educação e o fim da deportação forçada.

Em 2012, Tutu recebeu uma doação de US 1 milhão da Fundação Mo Ibrahim pelo “seu compromisso vitalício de falar a verdade ao poder”. No ano seguinte, recebeu o Prémio Templeton pelo seu “trabalho ao longo da vida no avanço de princípios espirituais como o amor e o perdão, que ajudaram a libertar pessoas em todo o mundo”.

Apesar de se ter reformado em 2010, Tutu continuou a partilhar publicamente os seus ideais. Em 2014, pediu um boicote a Israel e disse que o ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair deveriam ser “obrigados a responder” no Tribunal Penal Internacional pelas suas ações em torno da guerra do Iraque.

“Desmond Tutu não tinha razão para agir como agiu, a não ser o seu profundo senso da nossa humanidade partilhada e em trabalhar por um mundo no qual a justiça e o bem-estar de todos sejam uma expressão da sua liderança ética de compaixão”, escreveu o padre episcopal Robert V. Taylor na CNN em 2011 sobre o arcebispo Desmond Tutu.

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