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Já podes ver o vídeo de “Meu Bairro, Minha Língua” de Vinicius Terra

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 “Meu Bairro, Minha Língua” de Vinicius Terra está finalmente disponível. A música, que junta o rapper brasileiro, Elza Soares, Linn Quebrada, Dino d’Santiago e a fadista Sara Correia, faz parte do acervo do Museu da Língua Portuguesa (São Paulo), cuja reabertura acontece neste sábado, 31 de julho, depois do encerramento devido a um incêndio em 2015.

Em entrevista, via Zoom, Vinicius explicou a Eddie Pipocas como conseguiu tornar este projeto realidade, à distância, sobretudo no pico da pandemia. “Meu Bairro, Minha Língua é mais um tijolo nessa construção que eu tenho feito há mais de uma década, nesse processo de descolonização da língua portuguesa”, disse.

A canção propõe nos seus versos a redescoberta das raízes, heranças culturais e relações históricas, por intermédio de vozes que materializam uma espécie de ponte entre Portugal, Brasil e Cabo Verde. 

“A música fala de reconexão e reconstrução de laços e também do pensamento de uma nova lusofonia, sobretudo no período da pandemia, quando muitas vozes ecoaram por direitos ainda não conquistados”, diz  o compositor, rapper da Pavuna (bairro periférico do Rio de Janeiro), ativista cultural e professor de português e literatura.

Estando na estrada há mais de 20 anos, Vinicius disse que apesar de ser brasileiro, não se observa como um fazedor de rap brasileiro, mas sim de “rap lusófono”, deixando claro que a sua visão não é focada na portugalidade mas no facto de ser um “idioma que nos restou para nos conectar antes das mazelas de colonização”.  

Na mesma entrevista, Vinicius aproveitou também para falar sobre a sua visão em relação à explosão de artistas efémeros, bem como a atual falta de sustentabilidade de músicas e artistas. “Eu vejo uma galera no hype e de repente todo mundo ouve aquela pessoa, de repente aquela pessoa some, ela deixa de existir. Por mais que tente, ela se torna irrelevante, porque foi um recorte geracional de um momento”.

O projeto “Meu Bairro, Minha Língua” começou a ser promovido com uma websérie que despertou atenção do público em geral. Os oito episódios podem ser visualizados gratuitamente através do YouTube.

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