Os artigos mais clicados da semana | 31 jul a 6 ago

Começamos o top dos artigos mais clicados da semana com a carta aberta do movimento negro português; seguindo-se o artigo sobre a impunidade da injúria racial em Portugal; a entrevista a OG Vuino sobre a Super Liga criada pelo próprio; o lançamento do novo single de Cíntia e o anúncio de um concerto extra de Emicida.

CARTA ABERTA: AS ARMADILHAS COLONIAIS DO CASO “FILHA DA TUGA”

O movimento negro português, através de uma carta aberta assinada por mais de 70 pessoas e coletivos, incluindo a BANTUMEN, desafia os meios de produção cultural, sejam artísticos, jornalísticos ou outros, à descolonização das suas práticas e imaginários. Porque “recusamos cair na armadilha da distração que, em vez de discutir o essencial, ou seja, a relação intrínseca entre apropriação cultural e racismo estrutural, se foca em polémicas adjacentes que em nada contribuem para uma política cultural pública antirracista, capaz de desconstruir o lusotropicalismo, reforçar a visibilidade e a representatividade das pessoas negras através das artes ou da produção cultural”.

INJÚRIA RACIAL, UM ‘CRIME’ LEGAL NO CÓDIGO PENAL PORTUGUÊS

Em Portugal, de acordo com o Código Penal, apenas os crimes de homicídio e ofensa à integridade física preveem um agravamento da pena por motivação de “ódio racial” ou “gerado pela cor, origem étnica ou nacional.

Em 2021, o debate público sobre a falta de legislação destas questões foi levantado pela ex-deputada (não-inscrita) Joacine Katar Moreira, com a entrega na Assembleia da República de um projeto de resolução e um de lei para a aplicação de uma agravante por injúria racial para todos os crimes semipúblicos, assim como a inclusão do crime de injúria racial no ordenamento jurídico português, respetivamente.

SUPER LIGA, QUANDO UM OG LANÇA A CORDA A NOVOS TALENTOS

OG Vuino é a versão maturada de Vui Vui, com mais de 20 anos de carreira nas costas e um percurso inscrito no Hall of Fame imaginário da música em português, primeiro com os Kalibrados e, agora, a solo. Nessa estrada acidentada que é a indústria da música, tem deixando um rasto para facilitar a jornada profissional das novas gerações.

Lawilca, Callas, Zona 5, Killa Hill, Nice Zulu e BC, Young Double, CEF ou Délcio Dólar são nomes amplamente conhecidos pelo público angolano e que tiveram os seus primeiros passos empurrados por Vuino.

CINTIA AQUECE AINDA MAIS O VERÃO COM “NO STRESS NO MONEY”

Cintia acaba de lançar um novo afroswing, “No Stress No Money”, produzido por Mikel Potter.

O clipe da música também foi disponibilizado e pode ser visionado no canal de YouTube da artista. O tratamento visual esteve à responsabilidade de Johel Almeida da AfroDigital.

EMICIDA ANUNCIA CONCERTO EXTRA EM LISBOA

Emicida acaba de anunciar que vai dar um concerto extra no Teatro Tivoli, depois do evento marcado para 27 de setembro, às 22 horas, já ter os bilhetes esgotados. O show inesperado vai acontecer no mesmo dia, mas às 19 horas.

O evento faz parte da primeira digressão europeia de AmarElo, o álbum que acabou por resultar num filme documentário, transmitido pela Netflix.

Belga Meskerem Mees e o Duo Kriol entre os destaques do MIL

DR

O MIL vai estar de volta à cidade lisboeta, nos dias 28, 29 e 30 de setembro e já sabemos quem vão ser os destaques das apresentações musicais do festival. Depois de na última edição ter-se sediado no Hub Criativo do Beato, o festival com longa tradição na descoberta, promoção, valorização e internacionalização da música popular, vai este ano dividir-se entre o Hub Criativo do Beato e várias salas do Cais do Sodré.

A programação artística da edição deste ano volta ao centro de Lisboa, e a Convenção, que recebe profissionais do sector da cultura de todo o mundo, continuará no Hub Criativo do Beato. 

Descobre enquanto é segredo é a frase-chave desta edição de um Festival que aposta no encontro com talentos emergentes por parte do público e de profissionais da indústria cultural. Fazer parte do MIL, mais do que noutro Festival, é ter a certeza que vamos encontrar artistas que se vão tornar referência, não só a nível cultural, mas também a nível pessoal. Encontrar na sua diversidade uma expansão das possibilidades dos nossos horizontes e daquilo que será o futuro da música. 

Já são conhecidos os primeiros nomes confirmados de um elenco com mais de 50 artistas e bandas. Dentro destes nomes destacam-se Avalanche Kaito (Bélgica), um encontro de um jovem griot de Burkina Faso com dois músicos europeus para criar noise post-punk Bedouin Burger (França), uma dupla de ligação hipnotizante entre o Líbano e a Síria numa fusão com sons do ocidente, Cassete Pirata (Portugal), que chega com o seu novo álbum “A Semente”, Filipe Karlsson (Portugal), o luso-sueco traz-nos o seu disco pop despretensioso e orelhudo. Mainline Main Orchestra(Espanha), o colectivo catalão monta um espetáculo sarcástico e performático sempre em transformação e move multidões com a força da influência do som das Ilhas Baleares, e Rosie Alena (Reino Unido), a cantora-compositora de Londres traz-nos a sua música enternecedora depois de ter acompanhado Alex Cameron em digressão.

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Para além destes destaques, já há mais nomes anunciados para descobrir na próxima edição do MIL: Meskerem Mees (Bélgica), Bedouin Burger e Charlotte Fever (França), Jacuzzi Gang (Itália), Mabe Fratti (México), As DocinhasCassete PirataChicaEvayaIolandaKriol (Portugal), e Los Yolos e Verde Prato(Espanha). 

Estão também previstas duas residências artísticas a anunciar, e algumas surpresas na manga.

O programa da Convenção é o espaço de formação, debate, negócio e intercâmbio do MIL, dirigida aos trabalhadores e estudantes do setor cultural e com um foco particular nos profissionais do setor da música. Contará com masterclasses, keynotes, debates e workshops, e desenvolve-se-à em torno de linhas temáticas relacionadas com a atualidade dos setores da cultura e da música, tais como: políticas culturais; setor da música (e o seu futuro); acessibilidade, ética e sustentabilidade, e economia noturna.

Os bilhetes para o MIL 2022 já se encontram à venda em millisboa.com, em versão Early Bird, com desconto para compra antecipada. O passe geral, só para o Festival, custa 25€, existindo bilhetes diários (alinhamento ainda por anunciar) cuja compra antecipada custa 15€. O bilhete PRO, dá acesso aos concertos, também permite o acesso à convenção e base de dados de profissionais, custa 40€. Há ainda descontos para estudantes e bilhetes ACESS, para pessoas com deficiência que também permitirão acesso a mais um assistente pessoal ou acompanhante.

Agnes Nunes, do Colors para os palcos portugueses

Agnes Nunes | Foto @thenogueira

Na passada quinta-feira o projeto COLORS divulgou a mais nova atração do COLORS SHOW: a cantora Agnes Nunes, com um tema original intitulado “Não Quer”, composto pela artista em parceria com Piero Rivera Fuentes.

Com apenas 19 anos, a cantora baiana é à data de hoje um dos maiores fenómenos brasileiros, tendo em janeiro apresentado o seu primeiro álbum de originais “Menina Mulher”, trabalho que vem apresentar na Europa, com uma série de concertos que arrancam esta sexta-feira, 25, em Ovar.

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O arranque da digressão portuguesa arranca em Ovar, no Centro de Artes e Ofícios, continuando no Porto, com um concerto no dia 26, no Hard Club. Dia 2 de abril é a vez de atuar em Lisboa com duas sessões no mesmo dia, estado apenas disponíveis bilhetes para a sessão das 18h, estando o concerto das 22h esgotado.

Depois de ver as datas dos seus concertos em terras lusas adiadas devido à pandemia, Agnes irá finalmente cruzar o Atlântico e vai trazer consigo o primeiro álbum de originais, “Menina Mulher”. Agnes irá apresentar-se em três cidades portuguesas, terminando esta curta digressão em Londres, com um concerto dia 04 de abril no The Jazz Cafe.

Marcando um novo momento de carreira para Agnes Nunes, o álbum “Menina Mulher”mostra a transição da jovem cantora, no seu amadurecimento de menina para mulher. O seu primeiro álbum já se encontra disponível em todas as plataformas de streaming e apresenta a sua essência e história, com elementos de suavidade e ao mesmo tempo cheios de potência.

Agnes traz em cada faixa do álbum uma mensagem sobre amores, partidas, inspirações, aprendizados, em melodias românticas, que misturam o jazz, o r&b, a mpb e o pop. “Tenho 19 anos e tenho vivenciado muitas coisas que me fizeram e estão me fazendo amadurecer muito. Fiz esse álbum baseado nessa evolução, nesse amadurecimento na forma de olhar o mundo”, finaliza Agnes.

O álbum “Menina Mulher” é divulgado com selo Bagua Records e conta com duas gerações de produtores musicais, Neobeats e Alexandre Kassin.

Agnes tem mais de 1,4 milhões de ouvintes mensais no Spotify, somando mais de 150 milhões de streams em todo o mundo.

Kay canta “Mulher”, um grito de poder

Kay, videoclipe "Mulher" | DR

Kay lançou um novo single neste Março Mulher, que é um grito de libertação dos medos e uma motivação para ser e querer mais. “Mulher”, cujo videoclipe está disponível no YouTube, fará parte do EP Recomeçar, com lançamento previsto para os próximos meses.

Com a composição de Kay e David Guimarães e videoclipe realizado por Diogo Santo, a música é uma homenagem simbólica à mulher, com uma letra forte e empoderada.

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Katia Esteves, mais conhecida por Kay, nasceu em São Tomé e Príncipe e é descendente de pais portugueses/cabo-verdianos. Aos 18 anos ganhou interesse pela área artística e deu os primeiros passos como modelo fotográfica e posteriormente como atriz e apresentadora de televisão. Licenciada em Ciências da Comunicação, Kay possui um vasto currículo televisivo e já atuou em projetos para Angola, Cabo Verde, Portugal, Estados Unidos e África do Sul.

Em 2018 a paixão pela música falou mais alto e apostou na carreira musical com o lançamento do primeiro single “Tó na Vibe”, produzido pelo produtor cabo-verdiano Felino Ramos. O seu repertório musical conta ainda com os singles “Sem Medos”, “Se Aceita”, “Bem Maior” que têm sonoridades Pop, R&B e Afrobeat.

Os artigos mais clicados da semana | 6 a 12 mar

O top semanal dos artigos mais clicados da primeira semana de março é liderado pelo “super-kudurista” Príncipe Ouro Negro, que tem brilhado no Brasil. Em segundo lugar surgem as novas regras da Bola de Ouro e a inclusão de Didier Drogba no núcleo de pré-seleção dos nomeados; segue-se a entrevista à youtuber e influenciadora digital Ornela de Aguiar; os números do primeiro ano de Spotify em Cabo Verde com a liderança de Djodje e Dynamo em quarto, e, em quinto, o anúncio da entrada dos Afrokillerz na Kuzukuta de Djeff com a primeira apresentação ao vivo com o selo da BANTUMEN.

1 – QUEM É PRÍNCIPE OURO NEGRO, O KUDURISTA QUE CONQUISTOU O BRASIL?

De trejeitos e forma de falar muito peculiares, Príncipe Ouro Negro tem sido a sensação da Internet nos últimos tempos, sobretudo no Brasil. Até Matuê, rapper cantor e compositor mais ouvido no Brasil e Angola, de acordo com o Spotify, já demonstrou conhecer e apreciar Namayer, como também é conhecido, tendo inclusive entrado em vídeo em direto do artista angolano, levando o kudurista e fãs de ambos ao delírio.

2 – REGRAS DA BOLA DE OURO VÃO MUDAR E DROGBA VAI FAZER PRÉ-SELEÇÃO DE NOMEADOS

A Bola de Ouro, conceituado prémio atribuído pela France Football, que distingue o melhor futebolista em masculinos e femininos, passará a avaliar a época desportiva em detrimento do ano civil, anunciou a revista.

Entregue, em masculinos, desde 1956, o prémio passará a estar alinhado com a época futebolística, incluirá um júri mais restrito, uma diferente pré-seleção e critérios mais claros, segundo a informação prestada pela France Football, que apresentará o regulamento na sua edição de sábado.

3 – ORNELA DE AGUIAR: “GOSTO DE FAZER AS PESSOAS PENSAREM”

Ornela de Aguiar tem 21 anos e ocupa grande parte do seu tempo com uma das atividades de eleição da geração Z: ser YouTuber. A falar para as câmaras há dois anos, a jovem angolana tem ganho cada vez mais seguidores, conquistando-os com a partilha de momentos da sua vida pessoal, numa primeira fase, e, posteriormente, com conteúdos diversos que promovem a reflexão e sentido crítico.

4 – DJODJE E DYNAMO NO PÓDIO DOS ARTISTAS CABO-VERDIANOS MAIS OUVIDOS

Cabo Verde foi o primeiro país africano lusófono a ter os serviços do Spotify, que expandiu a sua área de atuação a mais de 80 novos mercados há exatamente um ano. No balanço desses dozes meses, já conseguimos analisar os comportamentos de consumo dos ouvintes no arquipélago.

Nas estatísticas transmitidas à BANTUMEN pelo Spotify, Djodje tem um largo avanço sobre os restantes artistas mais ouvidos, classificando-se em segundo lugar na tabela global, logo a seguir a Drake, e na lista nacional Dynamo é o artista local mais ouvido.

5 – AFROKILLERZ ASSINAM COM KAZUKUTA E PRIMEIRO EVENTO COM A DUPLA TEM SELO BANTUMEN

É oficial. A dupla que tem feito ferver os aparelhos de som pela lusofonia fora, e não só, com o melhor do afrohouse e afrotech acaba de juntar-se à Kazukuta Records, a famosa label fundada por Djeff há mais de uma década.

Para celebrar a novidade – bem como o fim do inverno e o regresso à quase normalidade das nossas vidas sociais – a BANTUMEN está a organizar um novo ciclo de eventos ao vivo, que começa nada mais nada menos do que com um momento clubbing do mais alto gabarito.

Os artigos mais clicados da semana | 6 a 12 fev

A edição semanal dos artigos mais clicados da semana já está apurada. Começamos com o novo EP de Prodígio; segue-se a entrevista à filósofa, ativista e autoria Djamila Ribeiro; a entrevista a DJ Pausas; o lançamento da nova música de Azagaia e, por fim, a lista de filmes com ou sobre afrodescendentes dos PALOP nas plataformas de streaming.

“PRODIGIA-TE”, O NOVO EP DE PRODÍGIO FOCADO NA TUGA

Prodígio tem novo projeto nas ruas. “Prodigia-te” é um EP com sete músicas, lançado nesta segunda-feira 7 e com uma track list tuga de luxo. Stereossauro, MadKutz, DJ Overule, Holly e Daus são os produtores que arquitetaram a master piece, que conta com as vozes da já habitual Vaniny Alves, Olavo Bilac, Rahyra, Musa e Carla Moreno.

“É MELHOR SER INCÓMODO DO QUE SER OMISSO”, DJAMILA RIBEIRO

É filósofa, feminista negra, escritora e investigadora. Djamila Ribeiro é uma das mais sonantes vozes contemporâneas do movimento negro, no Brasil. Conhecida pelo ativismo nas redes sociais, tem contribuído para colocar o tema do racismo estrutural no debate público e tem aberto caminho para outros autores e autoras negros, no mundo académico e no mercado editorial brasileiro. “Não podemos falar de racismo, querermos ser antirracistas, sem entender os processos históricos que criaram essas desigualdades”, diz, nesta entrevista à BANTUMEN, a também colunista do jornal Folha de S. Paulo e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

7 ANOS DEPOIS, DJ PAUSAS ESTÁ A PRODUZIR OS PRÓXIMOS HITS DAS PISTAS DE DANÇA

Em Lisboa, um ou uma habitué das pistas de dança africanas que nunca tenha ouvido falar do nome DJ Pausas é quase como fazer uma cachupa sem milho ou franguité sem frango. Na entrevista vídeo, Pausas recorda-nos como tudo começou e o que tem preparado para este 2022.

“VENDEM O PAÍS”, A NOVA INTERVENÇÃO SOCIAL DO AZAGAIA

Azagaia disponibilizou, nas primeiras horas desta quarta-feira, 9 de fevereiro, o videoclipe da sua nova proposta musical de intervenção social intitulada “Vendem o País”. A música conta com a participação dos artistas Helena Rosa e T.J.

SUGESTÕES DE FILMES PARA VER EM STREAMING

Já todos sabem. Estamos a celebrar o Mês da Identidade Africana! Por isso, depois das sugestões de exposições a assistir de norte a sul de Portugal, aqui tens uma sugestão de algo que podes fazer no conforto de casa: assistir a filmes afrocentrados, lusófonos, que disponíveis nas maiores plataformas de streaming.

Os artigos mais clicados da semana | 23 a 29 jan

Na penúltima semana deste mês de janeiro, o artigo mais clicado foi a entrevista com o rapper brasileiro Projota. Na segunda posição ficou a entrevista com uma dos personalidades mais influentes da lusofonia, Morato Custódio, seguido da entrevista com o rapper D3GV$; a tragédia que matou várias pessoas no estádio Olembe em Yaoundé, onde decorre o CAN 2021, e, por fim, o artigo que antevê a celebração do Mês da Identidade Negra (#MIA2022), uma iniciativa da BANTUMEN.

PROJOTA: “PRECISAVA ME CURAR PARA DEPOIS PODER MUDAR AS COISAS AO MEU REDOR”

Sorridente, Projota me recebe no seu game room, onde faz transmissões online jogando games. Esse encontro não é presencial. A tela do Zoom nos separa, mas não impede que a troca de ideias seja fluida. Quase um ano antes conversamos via telefone para falar sobre o então lançamento de “Dia da Caça”, a primeira música dele após a saída do Big Brother Brasil (BBB), com mais de 90% de rejeição. 

Inevitavelmente, dessa vez, a participação do rapper no BBB está muito presente na conversa, mesmo o assunto girando em torno do álbum A Saída Está Dentro. Nas 11 músicas que o compõe, Projota expõe os seus sentimentos. “É um disco em que explorei ao máximo as minhas emoções, seja o amor ou o medo”, diz. A experiência que teve na casa direciona as composições. Se abrir foi uma forma que ele encontrou para se libertar de um fardo que vinha carregando. É um recálculo de rota. 

“A ÚNICA FORMA DE MUDAR ANGOLA DE FORMA PROFUNDA É TORNANDO-ME PRESIDENTE DA REPÚBLICA”, MORATO CUSTÓDIO

Morato Custódio é um ser inquieto. A expressão “parar é morrer” assenta-lhe na perfeição e serve-lhe de combustível para as mil e uma atividades que vai empreendendo. Vive com a condição autista, sofre de ansiedade crónica e, talvez por isso, tudo o que faz é planeado milimetricamente. E que não se pense que é apenas mais um visionário que acaba por tornar-se num guru do empreendedorismo das redes sociais. Morato é sobretudo um patriota que quer contribuir, em larga escala, para a melhoria das condições de vida dos angolanos. Depois disso, quer continuar a fazer exatamente o mesmo, na esfera política, como Presidente da República.

Eleito uma das Personalidades Negras Mais Influentes da Lusofonia, pela iniciativa #PowerList100, em 2021, e chamado para integrar o programa Obama Liders, em 2022, da fundação do ex-presidente dos Estados Unidos, Morato Custódio tem um currículo invejável dentro do mundo dos negócios.

O ‘NOVO’ D3GV$ QUER ESPALHAR A FILOSOFIA “UBUNTU”

Marcado pela mistura de vários tipos de instrumentais de rap e knowledge nas composições, o EP que abre o ano de D3GV$ (lê-se Degas) mostra uma nova fase mais madura do cantor e a assimilação da filosofia Ubuntu (eu sou porque nós somos), que dá título ao projeto.

Neste novo trabalho, o artista apresenta maior foco, força de vontade e prosperidade, na visão de jovem, pai, filho e artista.

CAN: TRAGÉDIA NO ESTÁDIO MATA PELO MENOS OITO PESSOAS

Pelo menos oito pessoas morreram e 38 ficaram feridas numa debandada de adeptos na entrada do estádio Olembe em Yaoundé, na segunda-feira, antes do início de jogo da Taça Africana das Nações, informou o Governo dos Camarões.

Num comunicado divulgado pela emissora estatal camaronesa, a CRTV, o ministro da Comunicação, René Emmanuel Sadi, disse que sete dos feridos encontram-se em estado grave.

MÊS DA IDENTIDADE AFRICANA EM PORTUGAL, UMA NECESSIDADE SOCIAL

O propósito do Mês da Identidade Negra (#MIA2022), à semelhança do que acontece há vários anos nos Estados Unidos, Brasil e Reino Unido, entre outros países, é ser um mês de celebração, em que propomos dar a conhecer caras e nomes de pessoas cujas vidas estão carregadas de história e de identidade africana no espaço geográfico português. Identidade, esse conjunto de características que nos tornam únicos, mas que no caso da comunidade africana se encontra muitas vezes restrito às quatro paredes do seio familiar, fazendo com que a vida se assemelhe a um duelo constante entre o “europeu demais para ser africano” e o “africano demais para ser europeu”.

N’Zau enviou “100 munições” para masterização

© Unsplash / Guille Álvarez

N’ Zau entregou ao seu advogado as pistas do segundo single promocional do EP Dinheiro para Advogados Clássicos da Cela Pt.2.

Captadas através do Song Maker, uma aplicação para criar música nos telemóveis com android, considerando a atual condição de encarceramento do artista, as músicas vão poder agora seguir o seu percurso de produção.

Apesar de ser um processo rudimentar criado com as ferramentas à sua disposição na cadeia de máxima segurança na ilha de Sheppey, a leste de Londres, Inglaterra, N’Zau tem trabalhado com uma maior “liberdade” para criar e melhorar a qualidade das suas faixas.

N’Zau está a cumprir uma pena de mais de 15 anos de cadeia na penitenciária de alta segurança HM Prison Swaleside, uma prisão masculina de categoria B, na ilha de Sheppey, a leste de Londres, Inglaterra.

Com pouco mais de 13 anos da pena cumpridos, N’Zau arranjou formas, naturalmente nem sempre lícitas, de gravar as suas músicas, sendo que o seu advogado é quem tem a responsabilidade de as fazer chegar ao público, através da label Fogo Automatiko Records.

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No dia em que completou 37 anos, a 26 de dezembro de 2021, o rapper lançou “Advertência”, o primeiro single promocional do EP Dinheiro para Advogados Clássicos da Cela Pt.2“, disponível em todas as plataformas de streaming.

Este domingo, 6 de fevereiro vai sair também em todas as plataformas de streaming o single “100 munições”.

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Para quem quer saber mais sobre a vida e carreira de Nigga Zau, pode ouvir aqui o podcast que realizámos com o artista.

Nesse episódio, além de entenderes os métodos de trabalho de Zau, vais também ouvir a sua história cativante e o que o levou a ser condenado a mais de uma década de reclusão.

Angolanos Fenómenos do Semba e Ludmilla juntos em parceria

Fenómenos do Semba | DR

O grupo angolano de dança Fenómenos do Semba, depois de terem viralizado com a coreografia da música “Jerusalema”, anunciou uma parceria com a cantora brasileira Ludmila. O objetivo é criar a coreografia do sucesso “Socadona”.

Depois de terem ficado mundialmente conhecidos, por conta da música de Master KJ, com NomCebo, este é só mais um passo para o grupo singrar internacionalmente. Além da participação em “Socadona”, osFenómenos do Semba poderão vir também ter a oportunidade de coreografar outras músicas de Ludmilla.

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Em declaração à BANTUMEN, o líder e criador do grupo, o coreógrafo Adilson Maiza disse que a iniciativa partiu da própria cantora. “Ludmilla alcançou-nos através do successo ‘Jerusalema’. Para a nova música ela queria incluir um grupo de dança africano como o nosso. Daí veio a solicitação, pagou pelos direitos de uso da coreografia como também o vídeo Challenge promocional que fizemos”, afirmou Maiza.

De recordar que, com o desafio nas redes sociais #JerusalemaChallenge, a música de Master KG entrou para a tabela Hot 100 da Billboard e chegando no top 10 e primeira posição de rankings europeus, tornando-se numa das músicas mais tocadas de 2020.

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Maiza relata que a moral do grupo “está ao rubro”, com a participação e criação de coreografias de vários videoclipes de músicos angolanos e internacionais, e inclusive com o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente de Angola. em breve, estão a projetar recrutar mais dançarinos e querem realizar um festival internacional de Kizomba em Luanda.